Instituto Vitta Prime · Dra. Sabrina Chagas · CRM 6644-AM

Saúde Íntima
Feminina:
O Guia Completo

Microbiota vaginal, candidíase recorrente, vaginose bacteriana, corrimento, ressecamento — o que é normal, o que pede avaliação e por que algumas mulheres ficam num ciclo que nunca termina.

Dra. Sabrina Cabral Rego Chagas · Ginecologista e Obstetra
Instituto Vitta Prime · Manaus, AM · institutovittaprime.com.br

A microbiota vaginal: por que ela importa

A vagina saudável tem um ecossistema próprio dominado por Lactobacillus — bactérias que produzem ácido lático e mantêm o pH vaginal entre 3.8 e 4.5. Esse ambiente ácido impede o crescimento excessivo de fungos e bactérias patogênicas que causam infecção.

Quando esse equilíbrio é rompido — por antibióticos, hormônios, estresse, parceiro sexual, higiene excessiva, roupas sintéticas ou variações do ciclo — surgem candidíase, vaginose e outras infecções de repetição.

"Higiene íntima excessiva — incluindo duchas vaginais e sabonetes internos — destrói o Lactobacillus protetor. Menos, nesse caso, é mais."

Candidíase: quando é recorrente e o que isso significa

Candidíase é causada pelo fungo Candida, principalmente Candida albicans. Um ou dois episódios por ano podem acontecer com qualquer mulher. Candidíase recorrente — quatro ou mais episódios anuais — indica algo diferente: imunidade comprometida, resistência à insulina, microbiota cronicamente alterada ou tratamento inadequado repetido.

Sinais de candidíase

Quando pede avaliação urgente

Candidíase que não melhora em 7 dias de tratamento comum, sintomas atípicos, candidíase recorrente (4+ episódios/ano), candidíase durante gravidez ou associada a outras infecções. Candidíase que "volta toda semana" não é azarada — é sinal de que algo precisa ser investigado.

Vaginose bacteriana: o corrimento com cheiro

Vaginose bacteriana (VB) ocorre quando há redução dos Lactobacillus e crescimento excessivo de outras bactérias, principalmente Gardnerella vaginalis. É a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade fértil.

Sinais de vaginose

Candidíase vs. vaginose: por que confundir prolonga o problema

Muitas mulheres tratam candidíase em casa quando na verdade têm vaginose — e vice-versa. Os tratamentos são completamente diferentes: candidíase trata com antifúngico; vaginose com antibiótico (metronidazol ou clindamicina). Tratar errado prolonga o ciclo e pode piorar o desequilíbrio da microbiota.

IST (infecções sexualmente transmissíveis) como clamídia, gonorreia e tricomoníase também causam corrimento — e muitas vezes sem sintoma algum. Por isso o rastreio periódico faz parte de qualquer consulta ginecológica completa.

Ressecamento vaginal: não é só da menopausa

Ressecamento vaginal pode acontecer em qualquer idade. As causas mais comuns incluem: menopausa (queda de estrogênio), amamentação (prolactina inibe estrogênio), período pós-parto, anticoncepcionais orais de baixa dose, quimioterapia e estresse prolongado.

Sintomas: ardência, atrito durante a relação, sensação de pele seca, dor ao penetrar e manchas de sangue após relação. Hidratantes vaginais e lubrificantes são primeiros passos, mas quando a causa é hormonal, o tratamento hormonal local ou sistêmico resolve de forma mais eficaz e duradoura.

Sinais que pedem avaliação imediata

"Não existe corrimento normal com cheiro forte. E candidíase que volta toda semana não é azar — é um sinal de que a raiz do problema ainda não foi encontrada."

Saúde íntima merece mais do que sabonete íntimo e fluconazol.

Se você está num ciclo que não fecha — candidíase, vaginose, corrimento recorrente — a Dra. Sabrina investiga a raiz com o Protocolo SYMBIA.

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