Contracepção · 8 min de leitura

DIU e Cólica: O Que é Esperado e Quando Reavaliar

Compreendendo a relação entre o DIU e as cólicas menstruais

Por Dra. Sabrina Chagas · Publicado em 3 de junho de 2026
DIU e Cólica: O Que é Esperado e Quando Reavaliar — Dra. Sabrina Chagas Instituto Vitta Prime

O uso do DIU, seja ele hormonal ou de cobre, é uma escolha popular para muitas mulheres que buscam métodos contraceptivos eficazes e de longa duração. No entanto, é comum que algumas usuárias experimentem cólicas menstruais após a inserção do dispositivo. Neste artigo, discutiremos o que é considerado normal, os sinais de alerta que indicam a necessidade de uma reavaliação médica e como a consulta pode ajudar a organizar o diagnóstico.

O que é o DIU e como ele funciona

O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um método contraceptivo de longa duração que pode ser hormonal ou não hormonal. O DIU hormonal, como o Mirena e o Kyleena, libera pequenas quantidades de hormônio no útero, ajudando a prevenir a gravidez. Já o DIU de cobre não contém hormônios e atua como um espermicida natural. Ambos são inseridos no útero por um profissional de saúde treinado e podem permanecer no lugar por vários anos, dependendo do tipo.

O funcionamento do DIU hormonal envolve a liberação de levonorgestrel, que espessa o muco cervical, dificulta a passagem dos espermatozoides e afina o revestimento do útero. Por outro lado, o DIU de cobre libera íons de cobre que são tóxicos para os espermatozoides, impedindo a fertilização. Ambos os tipos de DIU são altamente eficazes na prevenção da gravidez, mas podem ter efeitos colaterais diferentes, incluindo alterações no padrão menstrual.

É importante que as mulheres considerem suas necessidades e estilos de vida ao escolher entre o DIU hormonal e o de cobre. A decisão deve ser baseada em uma avaliação cuidadosa dos benefícios e possíveis efeitos colaterais de cada tipo. Uma consulta médica pode ajudar a esclarecer dúvidas e a escolher o método mais adequado, considerando fatores como histórico médico, tolerância a hormônios e preferência pessoal.

Cólica menstrual e o uso do DIU

As cólicas menstruais são uma queixa comum entre mulheres que utilizam o DIU, especialmente nos primeiros meses após a inserção. O DIU de cobre, em particular, pode estar associado a cólicas mais intensas e a um aumento no fluxo menstrual. Isso ocorre porque o cobre pode causar uma reação inflamatória no útero, que é percebida como dor. No entanto, muitos desses sintomas tendem a diminuir com o tempo à medida que o corpo se ajusta ao dispositivo.

Por outro lado, o DIU hormonal, como o Mirena e o Kyleena, geralmente está associado a uma redução nas cólicas menstruais e no fluxo, devido ao afinamento do revestimento uterino. Algumas mulheres podem até experimentar amenorreia, que é a ausência de menstruação, enquanto usam o DIU hormonal. É importante ressaltar que a experiência com o DIU pode variar significativamente de uma mulher para outra, e o que é normal para uma pode não ser para outra.

Se as cólicas forem intensas ou persistirem por um período prolongado, é essencial procurar uma avaliação médica. Isso pode indicar que o DIU não está adequadamente posicionado ou que há outra condição subjacente que precisa ser tratada. Durante a consulta, o médico pode realizar exames físicos e de imagem para determinar a causa das cólicas e recomendar o tratamento mais adequado.

Sinais de alerta: quando procurar ajuda médica

Embora algumas cólicas sejam esperadas após a inserção do DIU, certos sinais podem indicar a necessidade de uma reavaliação médica. Cólicas extremamente dolorosas, que não melhoram com o tempo ou com o uso de analgésicos comuns, podem ser um sinal de que algo não está certo. Além disso, se houver sangramento intenso ou prolongado, febre, calafrios ou corrimento vaginal anormal, é importante buscar ajuda médica imediatamente.

Outro sinal de alerta é a percepção de que o DIU está se deslocando ou saindo do útero. Isso pode ser notado se o fio do DIU parecer mais longo ou mais curto do que o normal, ou se houver dor intensa durante a relação sexual. Nesses casos, é crucial agendar uma consulta para verificar o posicionamento do DIU e fazer os ajustes necessários.

A consulta médica é fundamental para garantir que o DIU esteja funcionando corretamente e não esteja causando complicações. Durante a avaliação, o médico pode realizar um exame pélvico e, se necessário, solicitar exames de imagem para confirmar o posicionamento do DIU. Em alguns casos, pode ser necessário remover ou substituir o dispositivo para aliviar os sintomas.

Como a consulta médica organiza o diagnóstico

Uma consulta médica é essencial para diagnosticar corretamente a causa das cólicas associadas ao uso do DIU. Durante a consulta, o médico realizará uma avaliação completa, que inclui a revisão do histórico médico, um exame físico detalhado e, se necessário, exames complementares. Essa abordagem permite ao médico identificar qualquer problema subjacente que possa estar contribuindo para a dor.

O exame físico pode incluir um exame pélvico para verificar o posicionamento do DIU e avaliar a presença de sinais de infecção ou inflamação. Se houver suspeita de deslocamento do DIU, o médico pode solicitar um ultrassom pélvico para confirmar sua posição. Esses exames ajudam a garantir que o DIU esteja corretamente posicionado e funcionando conforme esperado.

Com base nos achados da consulta, o médico pode recomendar diferentes abordagens de tratamento. Isso pode incluir o ajuste do DIU, o uso de medicamentos para aliviar a dor ou, em alguns casos, a remoção do dispositivo. A decisão sobre o tratamento mais adequado é feita em conjunto com a paciente, levando em consideração suas preferências e necessidades.

O papel do DIU hormonal na redução das cólicas

O DIU hormonal, como o Mirena e o Kyleena, pode desempenhar um papel importante na redução das cólicas menstruais para muitas mulheres. Ao liberar levonorgestrel, esses dispositivos ajudam a afinar o revestimento do útero e a reduzir a intensidade das contrações uterinas durante a menstruação. Isso pode resultar em menos dor e um fluxo menstrual mais leve, o que é um benefício significativo para aquelas que sofrem de cólicas intensas.

É importante notar que, embora muitas mulheres experimentem uma redução nas cólicas com o DIU hormonal, algumas podem não notar uma mudança significativa. Em casos selecionados, a dor pode persistir ou até aumentar. Isso pode ocorrer devido a fatores individuais, como a resposta do corpo ao hormônio ou a presença de outras condições ginecológicas, como endometriose.

Para aquelas que não experimentam alívio das cólicas com o DIU hormonal, é importante discutir outras opções de tratamento com o médico. Isso pode incluir a avaliação de outras causas de dor pélvica ou a consideração de métodos contraceptivos alternativos. A consulta médica pode ajudar a esclarecer essas questões e a encontrar a melhor solução para cada caso.

DIU de cobre e sua relação com cólicas

O DIU de cobre é uma opção não hormonal que pode ser preferida por mulheres que desejam evitar hormônios sintéticos. No entanto, é comum que o DIU de cobre esteja associado a cólicas mais intensas e a um aumento no fluxo menstrual, especialmente nos primeiros meses após a inserção. Isso ocorre porque o cobre pode aumentar a produção de prostaglandinas, substâncias que promovem a contração uterina e podem intensificar a dor.

Para algumas mulheres, as cólicas associadas ao DIU de cobre podem ser gerenciáveis e diminuem com o tempo, à medida que o corpo se ajusta ao dispositivo. No entanto, para outras, a dor pode ser significativa e persistir. Nesses casos, é importante discutir as preocupações com um médico, que pode recomendar estratégias para aliviar a dor ou considerar a remoção do DIU.

A decisão de usar um DIU de cobre deve ser feita com base em uma avaliação cuidadosa dos prós e contras. Mulheres que têm histórico de cólicas menstruais intensas podem precisar considerar se o aumento potencial da dor é um risco aceitável. A consulta médica pode ajudar a esclarecer essas questões e a determinar se o DIU de cobre é a escolha certa.

Quando considerar a remoção do DIU

A remoção do DIU pode ser considerada em casos onde as cólicas são intensas e persistentes, ou quando outros efeitos colaterais se tornam intoleráveis. Se o DIU estiver mal posicionado ou se houver suspeita de infecção, a remoção pode ser necessária para proteger a saúde da paciente. Além disso, se o DIU não estiver oferecendo os benefícios esperados, como a redução das cólicas com o DIU hormonal, a remoção pode ser uma opção.

A decisão de remover o DIU deve ser feita em conjunto com um médico, que pode avaliar os sintomas e discutir alternativas contraceptivas. Em alguns casos, pode ser possível substituir o DIU por outro tipo de dispositivo ou método contraceptivo que seja mais adequado às necessidades da paciente. A remoção do DIU é um procedimento relativamente simples, mas deve ser realizada por um profissional de saúde qualificado.

Após a remoção do DIU, é importante monitorar os sintomas e discutir qualquer preocupação com o médico. Algumas mulheres podem experimentar um retorno ao seu padrão menstrual anterior, enquanto outras podem precisar de tempo para que o ciclo se normalize. O acompanhamento médico é essencial para garantir que a saúde reprodutiva esteja sendo gerida adequadamente.

A importância do acompanhamento médico regular

O acompanhamento médico regular é crucial para mulheres que usam o DIU, pois permite monitorar a eficácia do dispositivo e detectar precocemente quaisquer complicações. Durante as consultas de acompanhamento, o médico pode verificar o posicionamento do DIU, avaliar os sintomas relatados pela paciente e discutir qualquer preocupação que possa ter surgido desde a última visita.

Essas consultas também oferecem uma oportunidade para revisar a eficácia do DIU como método contraceptivo e discutir quaisquer mudanças no estado de saúde ou nas necessidades contraceptivas da paciente. Se houver novos sintomas ou preocupações, o médico pode ajustar o plano de tratamento conforme necessário, garantindo que a paciente receba o cuidado mais adequado.

Além disso, o acompanhamento regular é uma chance para a paciente discutir outras questões de saúde reprodutiva, como planejamento familiar, saúde menstrual e prevenção de infecções. Manter uma comunicação aberta com o médico ajuda a garantir que qualquer problema seja abordado rapidamente e que a saúde reprodutiva da paciente seja bem gerida ao longo do tempo.

Perguntas frequentes

Antes de você perguntar

O DIU pode causar cólicas?
Sim, o DIU pode causar cólicas, especialmente nos primeiros meses após a inserção. O DIU de cobre, em particular, é conhecido por aumentar as cólicas menstruais devido à reação inflamatória que provoca no útero. Já o DIU hormonal pode, em muitos casos, reduzir as cólicas ao longo do tempo. É importante monitorar a intensidade das cólicas e procurar avaliação médica se forem muito intensas ou persistentes.
As cólicas causadas pelo DIU são normais?
Algumas cólicas são normais após a inserção do DIU, pois o corpo leva tempo para se ajustar ao dispositivo. No entanto, cólicas extremamente dolorosas ou que não melhoram com o tempo podem indicar um problema, como o deslocamento do DIU ou uma infecção. Nesses casos, é importante procurar avaliação médica para garantir que o DIU esteja posicionado corretamente e funcionando como esperado.
Quando devo procurar um médico por causa das cólicas do DIU?
Você deve procurar um médico se as cólicas forem muito intensas, não melhorarem com o tempo, ou se forem acompanhadas de outros sintomas, como sangramento intenso, febre, calafrios ou corrimento vaginal anormal. Esses podem ser sinais de que o DIU não está posicionado corretamente ou de que há uma infecção. Uma avaliação médica pode ajudar a identificar a causa e a determinar o tratamento adequado.
O DIU hormonal pode ajudar a reduzir as cólicas?
Sim, o DIU hormonal pode ajudar a reduzir as cólicas menstruais em muitas mulheres. Ele libera levonorgestrel, que ajuda a afinar o revestimento do útero e a reduzir as contrações uterinas, resultando em menos dor e um fluxo menstrual mais leve. No entanto, a eficácia do DIU hormonal na redução das cólicas pode variar de mulher para mulher, e algumas podem não notar uma mudança significativa.
O que fazer se o DIU de cobre causar muitas cólicas?
Se o DIU de cobre estiver causando muitas cólicas, é importante discutir suas preocupações com um médico. Ele pode recomendar estratégias para aliviar a dor, como o uso de analgésicos, ou considerar a remoção do DIU se os sintomas forem intoleráveis. A decisão deve ser feita com base em uma avaliação cuidadosa dos benefícios e riscos, e o médico pode ajudar a explorar outras opções contraceptivas, se necessário.
Como saber se o DIU está mal posicionado?
Sinais de que o DIU pode estar mal posicionado incluem cólicas intensas, sangramento anormal, dor durante a relação sexual e a percepção de que o fio do DIU está mais longo ou mais curto do que o normal. Se você suspeitar que o DIU está mal posicionado, é importante procurar uma avaliação médica. O médico pode realizar um exame físico e, se necessário, solicitar um ultrassom para verificar a posição do DIU.
Quais são os sinais de alerta após a inserção do DIU?
Sinais de alerta após a inserção do DIU incluem cólicas intensas e persistentes, sangramento intenso ou prolongado, febre, calafrios e corrimento vaginal anormal. Esses sintomas podem indicar complicações, como infecção ou deslocamento do DIU, e requerem avaliação médica imediata. Durante a consulta, o médico pode realizar exames para identificar a causa dos sintomas e recomendar o tratamento adequado.
É possível remover o DIU se eu não me adaptar?
Sim, é possível remover o DIU se você não se adaptar ou se os efeitos colaterais forem intoleráveis. A remoção deve ser realizada por um profissional de saúde qualificado. Durante a consulta, o médico pode discutir suas preocupações, avaliar os sintomas e ajudar a explorar alternativas contraceptivas que possam ser mais adequadas às suas necessidades. A remoção do DIU é um procedimento relativamente simples e seguro.
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