DIU Mirena, Kyleena, Cobre ou Prata: como escolher
Critérios clínicos para cada perfil
Tem mulher que coloca DIU achando que é tudo igual e descobre tarde que existem quatro caminhos com critérios bem diferentes. Mirena, Kyleena, cobre e prata fazem coisas distintas no útero e respondem a perfis distintos. Este guia clínico mostra o que cada um faz, quem se beneficia e o que pesar antes de escolher.
O que muda entre os quatro
DIU é sigla de Dispositivo Intra Uterino. Todos têm o mesmo formato em T e a mesma função básica: ficar dentro do útero impedindo gestação por 5 a 10 anos, com índice de falha menor que 1% ao ano. A diferença está no que cada um libera ou no que cada um é feito.
Mirena e Kyleena são hormonais: liberam progesterona local (levonorgestrel) e atuam afinando o endométrio, deixando o muco cervical denso e dificultando movimento espermático. Cobre e prata são não hormonais: o íon metálico cria um ambiente hostil ao espermatozoide e ao óvulo fertilizado, impedindo implantação.
- ·Mirena: 52 mg de levonorgestrel, duração 5 a 8 anos, reduz muito o fluxo menstrual
- ·Kyleena: 19,5 mg de levonorgestrel, duração 5 anos, dispositivo menor (bom para útero virgem)
- ·Cobre TCu380A: 10 anos, sem hormônio, pode aumentar fluxo e cólica nos primeiros meses
- ·Prata (Y-shape): 5 anos, sem hormônio, dispositivo menor que cobre tradicional
Quem se beneficia de cada um
Mirena costuma ser primeira escolha em mulheres com fluxo intenso, cólica forte, endometriose, adenomiose ou histórico de anemia menstrual. A redução do fluxo é tão pronunciada que 20 a 30% das pacientes param de menstruar após 12 meses, e isso não é problema clínico, é efeito esperado.
Kyleena entra quando o útero é virgem ou pequeno, ou quando a paciente quer o benefício hormonal de Mirena com dose um pouco menor. Para mulheres em climatério, Kyleena pode ser combinado com estradiol em terapia de reposição, com o DIU servindo como proteção endometrial.
Cobre e prata são pra quem não pode ou não quer hormônio: histórico de trombose, enxaqueca com aura, contraindicação clínica, ou preferência pessoal. Os dois mantêm o ciclo natural intacto. O DIU de prata tem formato menor e tende a causar menos cólica que o cobre tradicional.
A inserção: o que esperar
A inserção dura entre 5 e 10 minutos. O incômodo costuma ser comparado a uma cólica menstrual forte e dura poucos minutos. No Vitta Prime, usamos analgésico prévio uma hora antes do procedimento e, em pacientes com útero virgem ou alta sensibilidade, sedação leve no consultório.
Não é necessário estar menstruada, mas o período pré-menstrual ou os primeiros dias do ciclo facilitam a passagem pelo colo do útero. O ultrassom de controle é feito no mesmo dia ou no retorno de 30 dias para confirmar o posicionamento correto.
Efeitos colaterais reais
Os primeiros 3 a 6 meses de qualquer DIU envolvem ajuste. Sangramento de escape, cólica leve a moderada, alteração de fluxo. Em Mirena e Kyleena, a tendência é redução progressiva do fluxo até supressão em muitos casos. Em cobre e prata, o oposto pode acontecer no início, com normalização depois.
DIU hormonal não engorda na maioria das pacientes (a absorção sistêmica é baixíssima). DIU hormonal não causa câncer (a evidência é robusta). DIU de cobre não causa infertilidade após retirada (a fertilidade retorna no primeiro ciclo).
Quando trocar e quando tirar
A troca é programada conforme duração do dispositivo. Antes do prazo, só em três cenários: efeito adverso persistente, gestação planejada ou expulsão espontânea (raro, 2 a 5% no primeiro ano). A retirada é simples, ambulatorial, dura segundos.
Se você quer outro filho, o DIU sai e a fertilidade volta no ciclo seguinte. Se você quer trocar de método, conversamos e definimos juntos. Se você sente dor ou sangramento atípico, vem antes do retorno marcado.
Antes de você perguntar
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